Uma Reflexão Pessoal sobre o Dia Internacional da Mulher
Nesta véspera do dia Internacional da Mulher gostaria de não me ater ao lastimável fato ocorrido com as trabalhadoras americanas em 8 de Março de 1857, onde resultou na morte de 130 tecelãs num ato horrendo e desumano, isso todos nós já sabemos, o que quero é fazer uma reflexão do que isso representou pra nós.
O mundo evoluiu muito desde aquele fatídico dia, mas a cabeça da mulheres realmente mudou?
Trabalhamos mais, temos turnos triplicados em multifunções dentro e fora de casa, vivemos numa ditadura da moda, escravizadas pela mídia que impõe regras rígidas de como ser desta ou daquela maneira, passamos a vida em dietas malucas pra seguir o padrão de beleza de estilistas desumanos que apenas querem "cabides" para expor suas criações, parimos filhos, parimos "homens" alimentamos o mundo, limpamos a sujeira dele e continuamos a nos digladiar como feras umas contra as outras, quando enxergamos na outra o reflexo daquilo que não queremos ver nem aceitar em nós mesmas.
Jamais dominaremos o mundo, pois não conseguimos dominar nem os nossos instintos mais primitivos. Não conseguimos olhar pra outra mulher sem vê-la como uma inimiga em potencial e quando esta nos parece mais frágil do que nós, não perdemos a oportunidade de pisa-la, humilhando e desdenhando por ser magra, gorda, alta, bonita, feia, esquecemos que somos todas filhas do mesmo Deus, todas temos o direito a felicidade, esquecemos o princípio básico que se chama respeito ao próximo, e o próximo é todo o ser vivo além de nós e do nosso umbigo.
Reflito e me entristeço sabendo que não conseguimos superar a nossa própria insegurança, apesar de quase termos conquistado tudo ao nosso redor, deixamos nos sub julgar nos colocando na posição de objeto, obedecemos cegamente os imposições da mídia que cria mulheres fruta, mulheres bomba, mulheres infelizes, que continuam a ser escravizadas sexualmente num tráfico desonroso delapidando os valores morais.
Sei que muitas vão discordar de mim, vão me achar talvez um pouco reacionária e radical, mas exponho o que penso, grito o que me vem na alma.
Vamos honrar a luta dessas mulheres mártires de 1857, vamos mudar o mundo, nosso mundo, vamos mudar nossa mentalidade, nos respeitar, evoluir como seres humanos e aprender que todas nós mulheres somos lindas, todas nós somos o útero do mundo, parimos nossos filhos, nosso maridos, nosso algozes e nossos amores, somos o centro do universo, a força da criação e fomos todas paridas pelo útero da grande Mãe Terra.
Feliz dia internacional da Mulher pra todas nós!
Valéria Russo.
Loba.
UIVANDO PELO MUNDO ...
Seja bem vindo ao Uivo da Loba
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segunda-feira, 7 de março de 2016
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Em Ti
Em Ti...
És Sol no céu do meu amar
Sorriso de menino a sonhar
Um rio que corre contra o Tempo
Lua sem fases nem momento
Carrossel feito vida e chegada
Bolinha de sabão em que me solto
Um mundo que gira no meu peito
Tela de aromas bem sonhada
Abrigo sem conta nem medida
Onda de abraço na despedida
Melodia de ternura anunciada
Viagem de ida sem partida
Sorriso de brisa no deserto
Oásis de ternura e encanto
Um vento que corre de sorte
És amor, feito cor de nascente
Elza Andrade(a publicar)
Pra Ti Meu Lindo, sempre pra Ti, Eu Amo Você Muito.
És Sol no céu do meu amar
Sorriso de menino a sonhar
Um rio que corre contra o Tempo
Lua sem fases nem momento
Carrossel feito vida e chegada
Bolinha de sabão em que me solto
Um mundo que gira no meu peito
Tela de aromas bem sonhada
Abrigo sem conta nem medida
Onda de abraço na despedida
Melodia de ternura anunciada
Viagem de ida sem partida
Sorriso de brisa no deserto
Oásis de ternura e encanto
Um vento que corre de sorte
És amor, feito cor de nascente
Elza Andrade(a publicar)
Pra Ti Meu Lindo, sempre pra Ti, Eu Amo Você Muito.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Envelhecer
Vamos ser velhos ao sol nos degraus
da casa; abrir a porta empenada de
tantos invernos e ver o frio soçobrar
no carvão das ruas; espreitar a horta
que o vizinho anda a tricotar e o vento
lhe desmancha de pirraça; deixar a
chaleira negra em redor do fogão para
um chá que nunca sabemos quando
será - porque a vida dos velhos é curta,
mas imensa; dizer as mesmas coisas
muitas vezes - por sermos velhos e por
serem verdade. Eu não quero ser velha
sozinha, mesmo ao sol, nem quero que
sejas velho com mais ninguém. Vamos
ser velhos juntos nos degraus da casa -
se a chaleira apitar, sossega, vou lá eu; não
atravesses a rua por uma sombra amiga,
trago-te o chá e um chapéu quando voltar.
Maria do Rosário Pedreira
Pra Ti meu lindo... sempre pra Ti, Eu Amo Você.
da casa; abrir a porta empenada de
tantos invernos e ver o frio soçobrar
no carvão das ruas; espreitar a horta
que o vizinho anda a tricotar e o vento
lhe desmancha de pirraça; deixar a
chaleira negra em redor do fogão para
um chá que nunca sabemos quando
será - porque a vida dos velhos é curta,
mas imensa; dizer as mesmas coisas
muitas vezes - por sermos velhos e por
serem verdade. Eu não quero ser velha
sozinha, mesmo ao sol, nem quero que
sejas velho com mais ninguém. Vamos
ser velhos juntos nos degraus da casa -
se a chaleira apitar, sossega, vou lá eu; não
atravesses a rua por uma sombra amiga,
trago-te o chá e um chapéu quando voltar.
Maria do Rosário Pedreira
Pra Ti meu lindo... sempre pra Ti, Eu Amo Você.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Courgette (Abobrinha Italiana) com tomates, gratinados com queijo ao forno.
Inauguro hoje uma nova sessão aqui no blogue.
Todos sabem que adoro cozinhar, para mim uma terapia que relaxa e me dá prazer.
Ando um pouco limitada nas postagens e gostaria de abranger mais assuntos aqui, e a culinária é algo que grada a todos.
Tenho feito centenas de receitas novas e interessantes, mas como não fotografei nenhuma delas, começo com esta que fiz hoje e irei postando outras ao longo dos dias.
Bjuivos no coração de todos vocês.
Receita de hoje, light e deliciosa, acompanhando arroz branco e palitos de peixe (assados ou fritos), delicia. Fiz e aprovei.
| http://uivodaloba.blogspot.com |
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Como Árvore que Sou
Como Árvore que Sou
Como árvore que sou
adormeço a sossegar as minhas folhas e
os pássaros transparentes que se agitam nos ninhos
da minha inquietação.
Sei de cor os sonhos dos ventos
que balançam este corpo tronco
onde dedos vegetais bastam
o rumor das seivas silenciosas. A noite
propaga o ardor da ternura até às minhas raízes
que vão bebendo lentamente as lágrimas de um vento azul,
cuja dor deambula sobre as pedras, em oração à terra,
para vir confortar-se em silêncio no mais fundo de mim.
Escondo por dentro do nada os segmentos de estrelas
que restaram da partida dos pólenes. Flutuam
na quietude das noites claras onde a chama do leito
de açúcares permanece, visível no limbo da noite.
Demoro neste entorpecimento idealizado o termo, os
renovados filhos da gravidez da terra
e do incontrolado cio dos relâmpagos. Em mim
o verde se transforma em música, essa música sem tempo,
que lembra toda a noite da floresta, toda a serenidade
dos lagos, toda a doçura do ventre das baías.
Como árvore que sou, amo o vôo do pássaro e a
lonjura da terra. E sou a terra. E sou o pássaro.
E a raiz do amor. E a raiz da sombra. E a raiz solar
que me erguerá até à luz que me fascina
e me beija docemente a cabeleira lavada
de esperança. Sou a árvore. Um rio
de vida que sobe lentamente
as colinas do céu.
Lília Tavares e Joaquim Pessoa(a publicar)
Como árvore que sou
adormeço a sossegar as minhas folhas e
os pássaros transparentes que se agitam nos ninhos
da minha inquietação.
Sei de cor os sonhos dos ventos
que balançam este corpo tronco
onde dedos vegetais bastam
o rumor das seivas silenciosas. A noite
propaga o ardor da ternura até às minhas raízes
que vão bebendo lentamente as lágrimas de um vento azul,
cuja dor deambula sobre as pedras, em oração à terra,
para vir confortar-se em silêncio no mais fundo de mim.
Escondo por dentro do nada os segmentos de estrelas
que restaram da partida dos pólenes. Flutuam
na quietude das noites claras onde a chama do leito
de açúcares permanece, visível no limbo da noite.
Demoro neste entorpecimento idealizado o termo, os
renovados filhos da gravidez da terra
e do incontrolado cio dos relâmpagos. Em mim
o verde se transforma em música, essa música sem tempo,
que lembra toda a noite da floresta, toda a serenidade
dos lagos, toda a doçura do ventre das baías.
Como árvore que sou, amo o vôo do pássaro e a
lonjura da terra. E sou a terra. E sou o pássaro.
E a raiz do amor. E a raiz da sombra. E a raiz solar
que me erguerá até à luz que me fascina
e me beija docemente a cabeleira lavada
de esperança. Sou a árvore. Um rio
de vida que sobe lentamente
as colinas do céu.
Lília Tavares e Joaquim Pessoa(a publicar)
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domingo, 3 de janeiro de 2016
A Grama do Vizinho
A Grama do Vizinho
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco.
Há no ar certo queixume sem razões muito claras.
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.
De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia:
“Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento”.
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude:
considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente.
Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.
Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.
“Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.
Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.
As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
Martha Medeiros
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Blogagem Coletiva proposta pelo blog Sementes da Chica
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E AS LOUCAS HORAS
Stars Clock - Relogio de Estrelas
LOBINHA....
NÃO COMPRE ANIMAIS, ADOTE!!!BICHO É TUDO DE BOM .






