Quando me disseste que não mais me amavas,
e que ias partir,
dura, precisa, bela e inabalável,
com a impassibilidade de um executor,
dilatou-se em mim o pavor das cavernas vazias…
Mas olhei-te bem nos olhos,
belos como o veludo das lagartas verdes,
e porque já houvesse lágrimas nos meus olhos,
tive pena de ti, de mim, de todos,
e me ri
da inutilidade das torturas predestinadas,
guardadas para nós, desde a treva das épocas,
quando a inexperiência dos Deuses
ainda não criara o mundo…
Guimarães Rosa
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3 comentários:
Linda poesia escolhida! Uma semana bem legal! bjs, chica
A Vampira está de volta!
Saudades Loba!
Venha visitar-me!
Olá, querida Valéria
Nada como um penetrante olhar para dissipar indecisões...
Bjm fratenro
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